
Como anda sua auto-estima, está baixa ou alta?
"Auto-estima é o julgamento que fazemos de nós mesmos, a avaliação de nossas limitações, defeitos pessoais e outras negatividades que formam a nossa sombra, nosso lado menos exposto", revela a psicóloga Lúcia Portugal, que é filiada à Cooperativa dos Psicólogos da Bahia (Coopsico).
"A forma como lidamos com essa sombra determina o grau de nossa auto-estima, disse Jung, um dos maiores pesquisadores da alma", lembra Lúcia.
Esse grau de auto-estima varia da autocondenação à compreensão e aceitação de quem somos. "Onde há, por exemplo, sentimentos de culpa, inadequação, inferioridade, medo, orgulho e obstinação, a auto-estima está baixa".
Quando a autocondenação não é muito severa, é difícil avaliar até onde percebemos nossa baixo-estima. Somente uma percepção aguçada com relação ao nosso eu produz sentimentos como o de que eu não me prezo, não me respeito, e outros assim.
SOMBRAS E DEFEITOS
Tais sentimentos, ressalta a psicóloga, procedem da nossa infância. São, muitas vezes, causados pelo excesso de repressão, exigências, comparações e desqualificações feitas por pais, professores e outros adultos.
A baixa auto-estima se expressa na falta de confiança, no medo de exponnos nossas idéias e sentimentos, de sermos quem realmente somos. "A pessoa perde o contato consigo mesmo, com o seu potencial, suas virtudes". Tende a identificar-se apenas com as sombras, os defeitos pessoais, o lado que intimamente
considera incapaz, mau, mesquinho, etc.
Há os que reagem à baixo-estima pondo uma máscara. Estes encenam a imagem que idealizam para si - bom, perfeito, o maior, etc. Assim, conduzem sua vida. Mas sempre ouvem uma voz secreta dizendo: "Não mereço, não sou capaz, não é para mim ". Recuam sempre diante da oportunidade, não arriscam, não exploram o potencial, "renunciam à grandeza da vida".
SOFRIMENTO E PRAZER
A saída para essa situação tormentosa, receita Lúcia Portugal, é a verdadeira busca de si mesmo, pensar, querer, sentir, expressar, agir, decidir identificar e questionar as crenças e preconceitos que produziram efeitos negativos na nossa vida, escavar a alma em busca do potencial reprimido, liberar as forças criadoras.
Só assim, a consciência nos põe em contato com o nosso potencial, com nossa essência, com o prazer.
"Viver no sofrimento é negar a essência da vida", conclui Lúcia.